Cronologia da CB 400 e CB 450

No início dos anos 1980, as ruas brasileiras eram frequentadas por pequenas motos nacionais ou por grandes motos trazidas do Japão, Estados Unidos e Europa antes da proibição das importações em meados dos anos 1970 e que começavam a se tornar obsoletas. A CB 400 chegou como o que havia de mais moderno e desejável no Brasil, evoluindo para a CB 450 alguns anos depois e se tornando uma das motos mais memoráveis do mercado nacional

1980 - CB 400

Em junho de 1980 é lançada a CB 400, passando a ser a moto de maior porte e mais moderna do mercado nacional. Com as importações proibidas pelo regime militar, a CB 400 era montada com 15% de seu valor com peças nacionais. Com tanque de 17 litros, motor refrigerado a ar de 2 cilindros paralelos de 400 cc, 3 válvulas por cilindro que gerava 40 cv a 9.500 rpm e torque de 3,2 kgmf a 8.000 rpm. Esta primeira versão conhecida como "japonesa" se diferencia pelo pára-lamas cromado, rodas de alumínio Comstar e tampa da embreagem com a inscrição "Made in Japan".

1982 - CB 400II

Já em outubro de 1981 a Honda disponibilizava a CB 400 II com pequenas mudanças estéticas como rodas de liga-leve com seis pontas e pára-lamas dianteiro na cor da moto. Mas a grande novidade nesta segunda versão era o maior índice de nacionalização do modelo, que agora trazia a "etiqueta" da Zona Franca de Manaus em seu chassis.

1983 - CB 450 Custom , CB 450 Esporte e CB 400 Tucunaré

Em agosto de 1983 as CBs mudavam o visual com farol e painel de intrumentos quadrados, rabeta mais aerodinâmica, espelhos em plástico e lanterna traseira maior. Mecânicamente, o motor teve a cilindrada aumentada para 447 cm³ e ganhava um pequeno radiador de óleo para ajudar na refrigeração, gerando 43,3 cv de potência e torque de 4,3 kgmf a 6.500 rpm. E para reforçar a novidade, a Honda apresentou a CB em duas versões: Custom e Esporte. A Custom tinha pára-lama dianteiro cromado, guidão mais alto, e apresentava rabeta com lanterna e alça do garupa com desgin integrado. Os logotipos e rodas tinham pintura dourada e tendia a um estilo mais norte-americano.

Lançada em conjunto com a Custom em fins de 1983, a CB 450 Esporte tinha um design mais europeu destacado pela pequena carenagem de farol, freio dianteiro com duplo disco e traseiro com um enorme disco simples . A pintura apresentava grafismo bicolor. Tanto a Esporte quanto a Custom apresentavam novidades como o pisca-alerta, lanterna traseira com lampada dupla, marcador de combustivel no painel, radiador de óleo e uma barra estabilizadora na suspensão dianteira.

A chegada da CB 450 em 1983 não significou o fim da CB 400 que continuou em produção na versão Tucunaré, mas com roupagem da CB 450 incluindo o farol quadrado e a rabeta mais aerodinâmica. A Tucunaré era uma opção básica da linha CB e continuou em produção até outubro de 1984 quando deu lugar à CB 450 básica.

1984 - CB 450

Em 1984 a Tucunaré de 400cc dava lugar a uma versão básica da CB 450 vendida como opção mais em conta atrás das Custom e da Esporte. Tinha pintura mais simples, freio traseiro a tambor, disco simples na dianteira e dispensava alça de apoio do garupa e acabamentos cromados da Custom. Seria comercializada até início de 1986 com a entrada da TR.

1985 - CB 450 P

A CB 450 P começou a ser fabricada em 1985 como uma versão especial criada exclusivamente para a polícia. Este modelo tinha um sistema elétrico mais reforçado para receber sirenes, giroflex e rádio de comunicação. A motocicleta era equipada com dois alforges laterais em fibra de vidro, um bauleto com giroflex (no lugar do carona), mata-cachorro com giroflex e pára-brisa. A fabricação deste modelo foi até 1996, dois anos após a extinção do modelo DX. A CB 450 P pode ser considerada a versão mais rara da CB 450 no Brasil.

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1986 - CB 450 Nelson Piquet e CB 450 TR

Entre maio e junho de 1986 a Honda ofereceu uma versão limitada da CB 450 Esporte denominada “Nelson Piquet” vendida apenas com as cores da equipe Williams de Fórmula 1 do piloto: branco, amarelo e azul. Motor, rodas e suspensões recebiam acabamento em preto semi-fosco. As motos eram numeradas e acompanhadas de uma réplica do capacete do tricampeão.

Em março de 1986, a Honda simplificava e substituia a versão básia, a Custom e a Esporte de uma só vez pela versão TR, mais simplificada com guidão alto da Custom e alça de apoio da Esporte. O conjunto de freios retrocede e volta a ter disco simples na dianteira e tambor na traseira.

1987 - CB 450 DX

Em novembro de 1987 a Honda volta a equipar a CB para mantê-la atraente frente às rivais: substitui a TR pela DX que volta a ter freio dianteiro com duplo disco e traseiro com disco simples. A pintura passa a ter cores mais sóbiras e grafismos mais parecidos com os da CBX 750F. A DX duraria mais 7 anos, quando em 1994 saia de linha por se tornar obsoleta frente às opções que chegavam com a abertura das importações. Seria subsituida alguns anos depois pela CB 500, mais moderna e com refrigeração líquida.


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